Olá!
(...)
Olá!
(..., ...)
Eu disse olá, seu imbecil mal-educado!
Ok, agora que estamos entendidos, vamos ao que realmente interessa:
"Amoras, torta de amoras. Gostaria de uma fatia, senhor?" Me perguntou aquele jovem que apontava para minha cabeça sua pistola carregada enquanto seus colegas mobsters vasculhavam cada canto de minha residência à procura de uns papéis que supostamente meu boss havia escondido lá.
Oras! Por qual motivo meu chefe, um homem rico e refinado, haveria de esconder papéis na casa de seu velho motorista sem que este soubesse? Loucura!
"Zé, achemo as bagaça." disse um barrigudo careca que veio pelo corredor trazendo alguns papéis. Mas ora... realmente haviam papéis ali?
O jovem que havia me oferecido torta de amoras disse que ia me poupar a vida pois fui educado e não tentei fugir. Boa pessoa, ele.
Então o telefone tocou, corri até a sala e coloquei uma das laranjas ao lado de minha orelha.
"Alô?" --Eu disse.
"Eu quero morrer." --Alguém do outro lado disse.
"Quem é você? Qual o motivo disso?"
"Você não me conhece. Eu quero ir 'pro' inferno."
"Ok, compre-me um enfeite quando chegar lá."
E desliguei. Depois disso meu cachorro nunca mais urinou no pneu de meu carro.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário